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Como explicar as RP como promoção de um filme


Sarai Iborra
Published on dezembro 28, 2016
By Sarai Iborra

Dizer que trabalha em relações Públicas normalmente provoca uma reações mistas, que incluem dúvida e interesse. Uma vez que tenha conseguido explicar que não significa andar a entregar panfletos na rua, começa o inevitável bombardeamento de perguntas. Então crias anúncios publicitários? Escreves notícias? Mas... afinal o que é que fazes? Consegues arranjar-me o número de telefone daquela personalidade? 

Já podes ter explicado centenas de vezes à tua mãe o que fazes e mesmo assim ela não consegue entender bem e quando orgulhosa fala sobre ti ao seu círculo de amigas, ela sempre inventa algo sobre a tua profissão. Se tens um namorado ou marido à algum tempo, com sorte já ele já consiga perceber o que fazes, mas se estás num novo relacionamento a tua vida parece um mistério envolto em festas, eventos e lançamentos. Ó meu Deus, vou sair à noite com a Kim Kardashian!

Uma boa parte desta confusão é causada pelo temo que nos define como 'relações públicas', pois este não cobre na totalidade o trabalho que fazemos. Se dividirmos as relações públicos, palavra por palavra, o que temos é alguém envolvido em relações que são públicas. Mas espera: relações com quem?

Não é com estrelas de cinema

Talvez a melhor forma de explicar o nosso trabalho é através da analogia de fazer e promover um filme. Nesta analogia , não somos as estrelas do filme, mas trabalhamos para as marcas e empresas e ajudamo-las a fazerem bem o seu trabalho de modo a terem sucesso de bilheteira. Para conseguir obter este objetivo é necessário que cultivemos 'relações' com a imprensa e diversas audiências de interesse, e assegurar que a informação relevante lhes chega.

Então como é que asseguramos que o filme é o centro das atenções?

  • Somos argumentistas: criamos e preparamos materiais de modo a contar estórias sobres as empresas da melhor forma possível. Utilizando comunicados de imprensa, artigos, declarações, etc., explicamos sobre o que é o filme para que as pessoas fiquem entusiasmadas e queiram ir vê-lo ao cinema.
  • Damos aulas de representação: ajudamos os atores a explicar corretamente a mensagem e treinamo-los para conseguirem passar essas mensagens chave durante as entrevistas e outras aparições públicas. No final de contas, até o António Banderas precisa saber o que dizer a uma audiência.
  • Ocasionalmente, organizamos estreias: de modo a aumentar o reconhecimento em volta do lançamento do produto, marca ou serviço, e trabalhamos em eventos que podem ser lançamentos, conferências de imprensa, pequenos-almoços, onde somos responsáveis por marcar o espaço, decorá-lo e ás vezes ainda preparar as sandes.
  • Somos audímetros humanos: de modo a ter a certeza que o filme está a ter uma boa performance, precisamos saber os níveis de relacionamento que a audiência tem ao longo do tempo; se estamos a alcançar a nossa audiência de formar efetiva e que valor estamos a gerar. Num mundo subjectivo e intangível, os dados que a audiência nos dá são as fundações para o nosso trabalho.

O nosso trabalho definitivamente envolve capacidade de multitasking e depende sempre das necessidades específicas de cada filme, bem como não é o mesmo trabalhar num filme independente, numa curta metragem, num filme europeu ou num blockbuster de Hollywood com o Brad Pitt. Mas o que é realmente claro é que todos querem falar do seu novo filme e nós somos aqueles que tentar assegurar que isso acontece e bem.


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