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LEWIS

Por

Hugo Costa

Publicado em

November 19, 2014

Tags

Comunicação

… mais do que o seu nível real, interessa a sua maturidade e a forma como é gerida e realizada.

Assim terminou a primeira parte deste artigo e assim começa a segunda parte do mesmo. Porém nesta parte o foco estará direcionado para a comunicação digital no sector vitivinícola onde “todos estão”. Mas será que todos sabem estar?

O vinho está na moda e isso ninguém pode negar.

Uma nova classe de consumidores floresce a cada novo encontro vinícola – são os chamados winelovers, jovens dinâmicos que até podem não saber identificar se um vinho tem taninos fortes ou notas florais mas que se interessam sobre estes pormenores e, acima de tudo, se o mesmo sabe bem e quanto custa. Não é preciso muito para se perceber que estes winelovers na partilha das suas experiências estão a tornar o consumo de vinho em algo completamente social.

Não há produtor, casa, herdade ou quinta que não esteja representada no Facebook, Twitter, Adegga ou na app Vivino certo? Bem, a resposta mais óbvia seria, “certo porque quem não está é como se não existisse”. E é aqui que reside uma parte do problema da comunicação digital: queremos estar em todas as plataformas e utilizamos o mesmo tipo de linguagem para todas elas.

Tornou-se mais simples atualizar uma página no Facebook com uma fotografia das vinhas ao amanhecer do que perder tempo a atualizar um website com os novos vinhos disponíveis no mercado. Quem o consegue está seguramente um passo à frente da concorrência e com tantos meios torna-se urgente saber como estar em cada um delas.

Vejamos o caso da votação dos melhores vinhos do mundo para a Wine Spectator de 2014. Portugal conseguiu este ano colocar três dos seus vinhos no top 10 da conceituada revista norte-americana, entre eles, o melhor do Mundo um vinho do Porto. Em poucos minutos as redes sociais foram inundadas por posts sobre esta nova conquista e daí para a imprensa e para os noticiários televisivos.

Hoje mais do que ontem o vinho é um tema social e que merece a atenção de todos. Mas até que ponto as marcas olham para as novas plataformas como uma forma de estar próximo dos seus consumidores? Até que ponto a opinião de winebloggers é vista como uma nova ferramenta de comunicação? Se olharmos para o crescente número de publicações conseguimos identificar uma maior preocupação das marcas em serem faladas, existem bons winebloggers, bons winelovers e bons enófilos em Portugal, há que reuni-los em torno do seu vinho.

A comunicação digital deve ser planeada, trabalhada e executada num todo. Nenhuma das partes deve ser descurada só porque não atingimos o alcance desejado ou porque não conseguimos um sem número de likes no nosso post. É necessário manter a comunidade atenta e curiosa com temas que se adequam a cada plataforma, e acima de tudo, criar uma ligação com os mesmos em todas elas.

Certamente que a esta hora vozes se elevam e afirmam que as redes sociais são o presente e futuro de toda a comunicação interpessoal. Outras, talvez mais cépticas, afirmarão que a comunicação tradicional é aquela que mais impacto tem para as marcas. As duas complementam-se e a verdade é que nunca se ouviu falar tanto dos nossos vinhos como nos dias que correm.

Há muito que se produz vinho no “Velho Mundo” e a qualidade sempre esteve presente de Norte a Sul de Portugal. Seja pelo enoturismo ou pelas medalhas arrecadadas nos diversos concursos mundiais, os nossos vinhos estão nas bocas do mundo e a comunicação digital é, em grande parte, um potenciador deste momento, se não o fosse, nunca teríamos conseguido vencer a Best Wine Region To Visit. …mais do que o seu nível real, interessa comunicar e gerir a sua comunicação com a maturidade necessária para cada plataforma.

Leia também Comunicar com Taninos – parte 1.

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