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Dominar relações com a imprensa


LEWIS
Published on dezembro 12, 2017
By LEWIS

Não há dúvida de que as relações com a imprensa podem ser extremamente desafiantes e competitivas.

Como fazer para que a sua voz se destaque entre centenas de outras vozes? Qual o segredo para construir relações fortes com os jornalistas? Como pode destacar os seus clientes, quando tantas outras empresas disputam a atenção? E o que é preciso para os jornalistas o procurarem para que lhes dê apoio com trabalhos, em vez de ser você a sugerir-lhes ideias de histórias?

Sim, as relações com a imprensa podem ser uma tarefa assustadora, especialmente para jovens profissionais de RP, em início de carreira. Mas com experiência, confiança e algumas práticas recomendadas, rapidamente se podem construir relações mediáticas inteligentes. Aqui estão cinco dicas para ajudar os profissionais de RP a dominar esta arte a todos os níveis.

 

1. Personalize as suas propostas

Enquanto profissionais de RP, todos fomos ensinados a evitar emails com explosões maciças de informação, em que a mesma linguagem é utilizada para todos os jornalistas na sua lista de media. Personalizar cada proposta para o público pretendido é uma abordagem que está um nível acima. E mesmo que isto tenha sido enraizado em nós ao longo do tempo, ainda há quem não tenha em consideração este conselho – muito provavelmente pelo tempo extra que requer.

Quando está ocupado e os seus clientes lhe exigem múltiplas coisas de uma vez, pode ser muito tentador escolher o caminho mais fácil e enviar uma mensagem uniformizada para todos.  Mas personalizar os seus emails é uma das formas mais eficazes de estabelecer a confiança do jornalista e de desenvolver relações fortes. E, por vezes, só é preciso ajustar a frase principal – mínimo investimento de tempo para máxima recompensa.

 

2. Faça a sua pesquisa

Personalizar a linguagem de forma bem-sucedida para os seus alvos requer uma pesquisa prévia. Identifique o ritmo dos jornalistas-alvo, perceba que tipos de histórias cobrem (hard news, tendências, casos de estudo dos clientes). Leia artigos que tenham escrito recentemente. Conheça os meios para que escrevem e o tipo de conteúdos que aceitam (artigos de opinião, apresentação de diapositivos, entrevistas a executivos).

Registe notas detalhadas sobre cada jornalista na sua lista de media como referência para um alcance mais fácil no futuro. Fazer este trabalho garante que utilizará a linguagem apropriada para notícias e ideias de histórias. Permite-lhe, ainda, colocar um toque pessoal nas suas comunicações demostrando que se preocupa com o jornalista, com o cliente, e em fazer bem o seu trabalho.

 

3. Seja breve

Se imediatamente sabe o que “TLDR” significa, então provavelmente já enviou a jornalistas emails com mais de três parágrafos. “Too long, didn’t read” é uma resposta comum dos jornalistas e mesmo sendo uma resposta frustrante, devemos considerar o ponto de vista do jornalista. Os jornalistas recebem centenas de informações diariamente. Se eles demorassem 5 a 10 minutos a ler cada um desses emails com cinco e seis parágrafos, não teriam tempo para escrever as suas próprias histórias. Cada segundo é precioso e eles têm que ser capazes de decidir rapidamente se a sua informação é algo que querem cobrir. Para nós, isto significa deixar de fora o que não é tão importante e ir direto ao assunto – o que nos leva à 4ª dica.

 

4. Coloque o Call to Action no início

Indique as suas notícias ou ideia de história logo no início do email, assim como o que sugere que o jornalista faça – cobrir histórias de clientes, considerar um artigo de opinião, falar com um executivo, citar uma autoridade de uma empresa, etc.

Por exemplo: “Estou a escrever para avaliar o seu interesse em falar com o ‘cliente x’ sobre o ‘produto X’.” Ou “Na eventualidade de escrever sobre o ‘tópico X’, gostaria de partilhar o comentário de um perito do ‘cliente X.”

Seguir esta abordagem irá garantir que, mesmo que os jornalistas leiam apenas o primeiro parágrafo do seu email, compreenderão de forma clara as suas notícias e o desejo de “passar à ação”.

 

5. Seja persistente (mas não aborrecido)

Dado que os jornalistas recebem diariamente um grande volume de informações, não é frequente obter uma resposta após a primeira tentativa de contacto. Não fique desmotivado nem pense que eles não se importam. Romper com a desordem e chegar aos jornalistas frequentemente demora vários follow-ups – por email, telefone e redes sociais. Ao fazer a pesquisa mencionada na segunda dica, certifique-se de que anota a forma como os jornalistas gostam de ser contactados. Isso irá garantir que os seus follow-ups são bem recebidos e úteis, em vez de serem um incómodo. Não há problema em fazer várias rondas de follow-up para os alcançar – certifique-se apenas de fazê-lo de forma respeitosa e durante um período de tempo apropriado.

 

A confiança é a chave 

Por último, mas certamente não menos importante, independentemente do que surja no seu caminho, mantenha-se confiante. Para dominar as relações com a imprensa, deve controlar a conversa e isto significa que deve conhecer a tecnologia dos seus clientes “de fio a pavio” e ser próximo do jornalista com quem está a falar, bem como com os meios para que escreve. Quando sabe do que fala e acredita nas suas capacidades, você pode ser informativo e persuasivo, tornando um jornalista cético no seu maior fã – que confia no seu julgamento e que procura a sua ajuda com trabalhos proativamente.

 

De que outras formas domina as suas relações com a imprensa? Comente abaixo.


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