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Como gerir equipas multi-market


LEWIS
Published on julho 05, 2018
By LEWIS


Muitos dos profissionais de RP quer trabalham em agências globais têm normalmente muitas milhas na bagagem, trabalham em diversos países e comunicam diariamente com os colegas, parceiros e potenciais clientes em todo o mundo.

marketing multi-market

Num ambiente de trabalho como este, os profissionais de RP têm de se tornar o amigo e a companhia dos especialistas de RP, marketing e comunicação de todo o mundo para serem bem-sucedidos. Todos os dias, coordenamos campanhas internacionais de RP e é necessário sermos amigáveis, comunicativos e amistosos, mas também bastante organizados e, por vezes, diplomáticos. Especialmente quando estamos a trabalhar com inúmeras agências e freelances numa campanha global. 

​Chamamos a esta abordagem o modelo Global Unified System (GUS) (explicamos também isso no nosso whitepaper) – em que uma equipa central (hub) define a estratégia e a mensagem global, baseando-se no feedback das equipas locais. Este é um modelo ligeiramente diferente do Single Agency Model (SAM), que é altamente centralizado e gerido geralmente de forma descendente. Existe apenas uma agência global que planeia e executa uma campanha global.

Assim, existe um único parceiro para negociar – mas é necessário garantir que esse parceiro tem as melhores equipas no local em todos os mercados em que opera. O modelo Best of Breed (BOB) é exatamente o oposto do SAM. O modelo BOB utiliza agências locais em cada mercado, o que assegura um alcance local adaptado, mas pode levar a duplicação de tarefas e de mensagens divulgadas. O modelo GUS, tem uma equipa base no hub que escuta os mercados locais antes de se definir a estratégia global e a mensagem.

O modelo GUS, que é baseado num diálogo direto entre o mercado e os serviços centrais da empresa, tem a vantagem de congregar todos os mercados financeira, cultural e tecnologicamente para assegurar tanto eficiência como eficácia.

Para gerir melhor as diversas equipas na abordagem dos vários mercados, sugerimos que siga as seguintes orientações. Não são apenas relevantes para o modelo GUS, mas para gerir as diferentes equipas nos mercados diferentes:

1. Seja super organizado

Esta é fácil, mas também uma das regras mais importantes. Crie modelos e estabeleça processos no início de um projeto. Defina com antecedência (mas realizáveis) os prazos e comunique-os a todos. Faça-se notar enviando convites de calendário com prazos de notificação para prevenir atrasos! Sugerimos também que mantenha bem visíveis no seu ambiente de trabalhão os resultados esperados para poder ir monitorizando e assegurar que tudo está a funcionar perfeitamente.

2. Comunique abertamente e com regularidade

Reter alguma informação pode ser demasiado tentador. A nossa própria experiência diz-nos a melhor abordagem é partilhar regularmente informação e manter as equipas atualizadas, incluindo parceiros e outros contactos dentro da agência, sobre prazos, alterações de uma  mensagem ou dos planos de uma press tour. Quanto mais cedo todos tiverem conhecimento de futuros comunicados, melhor poderão fazer o seu planeamento. Claro, o senso comum impera e existem conteúdos que devem ser apenas partilhados sob um termo de confidencialidade (NDA) ou com um público pequeno, mas eu tenho a certeza que sabe distinguir uma coisa da outra!

Dica extra: algumas ferramentas ideais para partilhar e comunicar com fusos horários, sistemas e equipas diferentes e dispersas são a Redbooth, Basecamp e LiquidPlanner.

3. Desenvolva boas relações

Isto é importante em momentos em que tudo corre como planeado, mas é essencial quando as coisas correm mal, mas não é apenas em RP. Mas, por ser senso comum é muitas vezes ignorado.

Uma das dicas é estabelecer uma boa relação de confiança e com laços fortes com os membros da sua equipa e parceiros, para que possa contar com eles. Lembre-se de dar e de receber, portanto se for preciso ajudar numa tarefa importante e urgente, não hesite. Além disso, se possível tente encontrar-se com as pessoas com quem trabalha – o que não é fácil, especialmente se trabalha noutras partes do mundo. Como exemplo, a LEWIS oferece um plano de passaporte que permite aos colaboradores encontrarem-se com os seus colegas em Boston, São Francisco, Paris, Estocolmo, Lisboa, etc.

4. Ouça e localize

Mais uma vez, um concelho que parece bastante simples, mas é frequentemente ignorado.

Para uma campanha global ser bem-sucedida é necessário adaptá-la às necessidades do mercado global. Claro que não consegue saber exatamente o que terá sucesso em três, sete ou 13 países (ou independentemente da sua responsabilidade) portanto dê atenção aos seus colegas e equipas locais... e leia também o nosso blog.


Tem outras dicas que queira partilhar, ou a sua própria experiência de trabalhar com equipas e agências diferentes?


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