Por

Teun van den Acker - MD Digital Benelux

Publicado em

Março 17, 2026

Tags

GEO, inteligência artificial, marketing digital, SEO

O mundo está a mudar. Estamos a assistir a uma transição dos motores de busca para "motores de respostas". Neste novo cenário, algumas das estratégias clássicas de SEO deixam de ser suficientes por si só. Um boa posição no Google não garante visibilidade e, pior, não garante cliques. A competição deixou de ser apenas pelo ranking, mas pela presença nas respostas geradas por IA.


Na TEAM LEWIS, temos acompanhado de perto esta evolução. Após uma análise global aprofundada das tendências de pesquisa e da forma como a terminologia está a evoluir, estamos a fazer uma mudança estratégica importante: passamos de AIO (AI Optimization) para GEO (Generative Engine Optimization).

E não, não se trata apenas de mudar um nome. É uma redefinição completa da forma como encaramos a presença digital. Ao mesmo tempo, estamos a desenvolver ferramentas próprias de descoberta e monitorização para acompanhar o desempenho dos nossos clientes neste novo ecossistema de IA.

 

Ideias-Chave

  • GEO é impulsionado pela reputação: Hoje, a visibilidade não depende apenas da posição nos motores de busca, mas de como a sua marca é mencionada, citada e reconhecida na web aberta.
  • Os sinais externos são decisivos: Assistentes de IA como o ChatGPT ou o Perplexity valorizam conteúdos sustentados por fontes credíveis – jornalismo, opiniões de especialistas e validações de terceiros.
  • Abordagem integrada: O GEO combina SEO, PR, conteúdo e reputação digital. Ter sucesso na pesquisa baseada em IA exige uma execução multidisciplinar e consistente.

 

O que é GEO e porque é relevante para os profissionais de marketing?

O GEO (Generative Engine Optimization) é o processo estratégico de otimizar a presença digital de uma marca para que seja reconhecida, compreendida e citada por modelos de IA generativa como o ChatGPT, Gemini e outros LLMs.

De forma simples: em vez de pesquisar e clicar em vários resultados, cada vez mais pessoas fazem uma pergunta diretamente à IA e recebem uma resposta já resumida. Se a sua marca não fizer parte das fontes que alimentam essa resposta, simplesmente não existe nesse momento.

A mudança: de “ser encontrado” para “ser citado”

O SEO clássico focava-se em palavras-chave, backlinks e aspetos técnicos para melhorar o posicionamento nas páginas de resultados (SERPs). O AIO veio acelerar esse processo com o apoio da inteligência artificial.

O GEO vai ainda mais longe.

Agora, o foco está na autoridade, credibilidade e clareza da informação, garantindo que os modelos de IA conseguem confiar no conteúdo ao ponto de o utilizarem como referência.

Na prática, isto implica:

  • Autoridade de conteúdo profunda: Criar conteúdos realmente úteis, com conhecimento especializado e valor genuíno.
  • Clareza semântica e dados estruturados: Facilitar a compreensão do conteúdo por parte da IA, organizando bem a informação e os seus contextos.
  • Menções e citações da marca: Garantir presença em fontes credíveis e independentes, reforçando a autoridade junto dos modelos de IA.

Porquê a mudança de AIO para GEO?

A nossa análise interna revelou uma tendência global clara: “GEO” está rapidamente a tornar-se o termo mais adotado pela indústria.

À medida que surgem novas ferramentas e abordagens de marketing, aparecem também novos conceitos (AIO, GEO, AEO…) mas, ao mesmo tempo, o próprio comportamento de pesquisa está a mudar. O Google, por exemplo, já integra funcionalidades como AI Overviews e AI Mode diretamente no topo dos resultados em vários países.

Os dados mostram que o GEO está a consolidar-se como o novo padrão.

E acompanhar esta mudança não é apenas uma questão de estar atualizado – é uma questão de liderar. Falar a mesma linguagem que os inovadores globais e os clientes mais visionários é essencial para criar estratégias relevantes e eficazes.


Na TEAM LEWIS, não estamos apenas a observar o futuro da pesquisa. Estamos a construí-lo ativamente com os nossos clientes.

Adotar o GEO significa dar à sua marca a capacidade de não só aparecer, mas de se tornar uma voz de confiança na era da inteligência artificial generativa.

Não basta seres encontrado. O objetivo agora é seres citado.