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LEWIS

Por

Erin Cooke

Publicado em

December 22, 2017

Tags

Relações Públicas, Sucesso

Há quatro meses atrás, fiz as malas e voei pelo mundo para estudar e trabalhar noutro país. Apenas repleto de entusiasmo e vontade de aprender, comecei um estágio na agência global de comunicações. Nunca tinha vivido noutro país e não tinha qualquer experiência em Relações Públicas, mas começar uma experiência nova resume-se a aprender a viver com o desconhecido.

Aqui estão três coisas que aprendi, em conjunto com algumas histórias dos meus colegas na LEWIS, que me ajudaram a sobreviver e até a desenvolver-me durante o tempo em que estive como estagiário americano de RP em Londres.

 

1. Aprenda a adaptar-se rapidamente

Quando cheguei a Londres, senti algum choque cultural. Especialmente, quando comecei a trabalhar. Existem claro as diferenças de idioma. Ainda não entendo totalmente o verdadeiro significado de “Cheers/Saúde”. É utilizado enquanto se bebe, como um obrigado ou como uma forma de dizer adeus?

Nem todas as pessoas mudam de país para estagiar, mas a mudança da vida universitária para um ambiente de escritório pode ser considerada um choque antecipado. Quando conversei com os meus colegas, eles descreveram esta transição como a maior curva de aprendizagem.

“Quando comecei, rapidamente me apercebi de que as minhas capacidades organizacionais não eram tão boas como pensava. Tive de repensar na forma como trabalhava e qual era o trabalho que precisava de fazer; gerir clientes e falar com pessoas. Foquei-me nisso durante algum tempo, e tem funcionado maravilhosamente. Totalmente aplicável à vida real também.”

“Tive dificuldades em aceitar o facto de ser apenas um pequeno “peixe” num “grande rio” novamente. Passar de desempenhar vários desportos de equipa na Universidade e ter uma grande personalidade, a ser de novo um caloiro”

No entanto, como este era o meu segundo estágio, a maior diferença para mim foi a diversidade de culturas no trabalho. Na LEWIS eram todos muito mais relaxados e sociais do que eu esperava. Todos fizeram um esforço para me conhecer e garantir que eu me sentia integrado. Em trabalhos anteriores, não tive tanta interação social no local de trabalho. Por vezes, isto fez-me sentir desconfortável porque sentia que cada segundo em que estava no trabalho, devia estar a trabalhar e não a falar ou a socializar. Levou algum tempo a adaptar a minha mentalidade a esse ambiente.

Adaptar-se à cultura do local de trabalho nem sempre é fácil, mas compreender os detalhes do ambiente ajuda-o a funcionar corretamente dentro dele. Aprender como retirar o melhor dos diferentes tipos de pessoas no trabalho é uma competência importante, não apenas em RP, mas em qualquer escritório.

 

2. Determine um tempo para contratempos

Ninguém gosta de começar o dia a pensar “Aposto que vou hoje vou falhar.” Mas, se falhar, deixar algum tempo extra para essas correções significa que não é necessário preocupar-se com o tempo necessário para tal. Preocupar-se com erros  distrai a sua mente e impede-o de responder racionalmente a desafios, tornando o erro maior do que devia ser.

Pode parecer clichê, mas o mais importante em falhar  é a forma como reagimos ao erro. Tive uma conversa interessante com outro colega em relação à forma de que aprendemos quando erramos:

“Foi o método de correções que me ajudou a formar. Estudei inglês na universidade, e durante esse tempo conseguia escrever ou dizer qualquer coisa com confiança suficiente para o transmitir corretamente. De repente estava a errar no trabalho, nem toda a pratica do mundo tornaria isso aceitável. Ter trabalho a voltar para trás ou enviado para outras pessoas corrigirem, fez com que trabalhasse ainda mais para acertar à primeira.”

 

3. Comunique!

Quando está perante algo completamente novo, é óbvio que vai precisar de ajuda. “Nenhum homem é uma ilha”. Não se espera que saiba tudo, portanto não tenha medo de fazer perguntas. Sempre tentei projetos por minha conta, mas se me sentisse bloqueado sabia que podia pedir conselhos ao meu supervisor ou a outro colega. Assegure-se de que existe uma linha aberta entre si, o seu orientador e os seus colegas. Peça e aceite ajuda de outros quando a oferecem. Não terá as respostas, portanto se puder tornar o panorama o mais claro possível, tudo se tornará mais fácil.

Pode parecer intimidante, especialmente num novo ambiente, saber “a quem” perguntar “o quê”, e a melhor maneira de comunicar. É muito fácil acabar numa pequena bolha de trabalho, apenas focado nas suas tarefas com a sua lista de atividades, portanto, por vezes pode sentir que não quer entrar dentro da bolha de trabalho de outra pessoa. Mas, na realidade, a maioria das pessoas irão fazer o que poderem para ajudar, é muito pouco provável que alguém seja rude se os tentar abordar.

Um dos meus colegas da LEWIS contou uma história semelhante:

“Quando era um novo Account Executive, esqueci-me de fazer uma tarefa, e em vez de contar aos meus colegas tentei resolver o erro sozinho. A dada altura, o meu superior chamou-me à parte, perguntou-me o que se passava e eu confessei. O problema foi partilhado, senti-me relaxado, lidámos e resolvemos o problema em conjunto – assim como a minha confiança. Utilizei a mesma abordagem na forma como lido com as pessoas atualmente e sinto que isso permite às pessoas serem bem-sucedidas. Os erros acontecem – mas a forma simples dos resolver é abordá-los diretamente e com calma.”

Por fim,

Mantenha uma mente aberta. Adapte-se. Corra riscos. Aprenda com eles. Lembre-se que a maioria dos problemas são temporários. Deixe os medos de parte. Tente divertir-se. Seja confiante. E, mais importante, confie em si próprio.

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