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LEWIS

Por

Yvonne van Bokhoven

Publicado em

Março 5, 2021

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HeForShe, Igualdade de género

Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, a LEWIS considerou que este era o momento ideal para "tirar a temperatura" ao estado da igualdade de género a nível global. Como 70% da nossa equipa, espalhada por 24 escritórios em todo o mundo, corresponde a mulheres, esta é uma questão que nos é muito próxima.


Notícias recentes dispararam o alarme sobre o problema. A CNN reportou, em dezembro, que a economia norte-americana tinha registado uma perda de 140 mil postos de trabalho num mês. Os dados revelaram uma disparidade de género chocante: as mulheres perderam 156 000 postos de trabalho, ao passo que os homens ganharam 16 000. E não só as mulheres estão a perder os seus trabalhos, como também estão a assegurar a maior parte do trabalho extra, não remunerado, causado pelos confinamentos. Numa recente pesquisa do Trades Union Congress, menos de metade das mulheres afirmou partilhar as responsabilidades familiares com um parceiro.

A nossa própria investigação, que passou por um questionário feito a 7 mil homens e mulheres de vários pontos do mundo, revela, infelizmente, uma tendência semelhante. Cerca de 45% das mulheres inquiridas afirmou que os seus trabalhos foram impactados pela Covid-19 e, desde março de 2020, sentiram também um aumento no trabalho doméstico não remunerado. Reportam ter ficado responsáveis por grande parte das tarefas relativas à escola em casa (70%), ao cuidado das crianças (65%), à cozinha (64%), à assistência a familiares mais velhos (48%), à lavagem da roupa (44%), e às idas ao supermercado (43%). Mais de 42% das mulheres em todo o mundo afirmou não poder aceitar um trabalho pago devido às suas (não remuneradas) responsabilidades de cuidadoras. Se fizermos as contas, estas horas não pagas totalizam 12.5 mil milhões de horas por dia. O equivalente a 10.8 milhões de biliões por ano, ou 13% do PIB mundial.

No que toca à forma como as pessoas são tratadas no local de trabalho, apenas 67% dos inquiridos afirmou que homens e mulheres recebem o mesmo tratamento. Cerca de 33% das mulheres diz sentir-se desvalorizada no local de trabalho devido ao seu género. Ainda assim, 19% dos homens inquiridos a nível global considera que a desigualdade de género já não é um problema.

dia internacional da mulher

 

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98% das mulheres inquiridas afirma querer os homens mais envolvidos nos esforços para reduzir a desigualdade de género. A boa notícia é que 41% dos homens diz estar pronto para ajudar. A pesquisa revela, no entanto, que os homens nem sempre sabem como o fazer. 15% dos inquiridos preocupa-se se dirá a coisa errada ou chateará alguém ao falar de desigualdade de género.

A desigualdade de género não é um problema para as mulheres resolverem sozinhas, nem as afeta apenas a elas. Uma verdadeira mudança não acontece sem comunicação. Promover um diálogo inclusivo que perdure ao longo do tempo é fundamental para remover barreiras e criar oportunidades equitativas.

Desenvolvemos esta pesquisa no contexto de um apoio o movimento HeForShe. Criado pela UN Women, o movimento solidário HeForShe para a igualdade de género, disponibiliza uma plataforma onde uma audiência global pode envolver-se e tornar-se agente de mudança de modo a que possamos alcançar a igualdade de género na nossa era.

A HeForShe convida pessoas de todo o mundo a posicionarem-se como iguais e a contribuirem para uma visão partilhada de uma realidade marcada pela igualdade de género, implementando soluções específicas e locais relevantes para o bem de toda a Humanidade. Para mais informações ou para apoiar esta iniciativa, visite http://www.HeForShe.org/en.

Não temos de ser vítimas de injustiças para querermos combatê-las. É por isso que esperamos que todos adiram ao movimento HeForShe e nos ajudem a atingir a verdadeira igualdade de género no mundo.

Contacte-nos