Por

TEAM LEWIS

Publicado em

Setembro 9, 2025

Tags

storytelling, video, video marketing

Diz-se que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas em 2025 as imagens já não bastam. Neste artigo, explicamos o porquê do vídeo marketing ser uma das estratégias de comunicação da atualidade.


Com o boom do TikTok, do Instagram Reels e dos YouTube Shorts as empresas começaram a perceber que podem melhorar as suas estratégias de comunicação. O texto deu lugar às imagens e, por sua vez, as imagens deram lugar ao vídeo.

Conseguir captar a atenção das pessoas numa questão de segundos pode ser difícil, mas é aí que os vídeos fazem a diferença. Com uma boa imagem, um storytelling forte e publicado na altura certa, o seu conteúdo pode tornar-se viral em pouco tempo e trazer mais visibilidade para a sua marca.

3 Pontos principais a reter

  1. O vídeo é o formato mais consumido online: plataformas como o YouTube, TikTok e Instagram confirmam que o vídeo capta mais atenção, gera mais engagement e retém mais pessoas do que qualquer outro conteúdo.
  2. Gera (mais) resultados: o vídeo aumenta as taxas de conversão, melhora o tempo médio em página e ajuda a construir uma relação com o público.
  3. Importante para o SEO: vídeos bem otimizados aumentam a visibilidade orgânica das páginas, aparecem nos resultados de pesquisa e, claro, reforçam a autoridade geral da marca.

video-marketing

O que é o vídeo marketing?

O vídeo marketing trata-se de uma estratégia de marketing digital que utiliza o formato de vídeo para promover produtos, serviços ou a própria marca, com o objetivo de atrair, envolver ou realizar vendas junto do público-alvo. O objetivo é tirar partido do mix de imagem, som e narrativa para transmitir uma mensagem que seja envolvente e fique na memória.

 

Que tipos de vídeos existem?

  1. Vídeos institucionais: Servem para apresentar a empresa, os seus valores, cultura e missão. Este tipo de vídeo é extremamente popular em websites, apresentações institucionais ou em campanhas de employer branding. Segundo um inquérito criado em 2024 pela Wyzowl, 96% dos marketers afirmam que o vídeo ajuda os utilizadores a compreender melhor a sua marca ou produto.
  2. Tutoriais e demonstrações: Vídeos com explicações “passo a passo” sempre foram muito populares e funcionam com produtos e serviços. Num altura em que o YouTube se tornou, a par do Google, um instrumento de busca para esclarecer dúvidas e encontrar respostas, os vídeos “how-to” e reviews são dos mais pesquisados. De acordo com a Think with Google, cerca de 55% dos consumidores utilizam o vídeo para tomar decisões de compra.
  3. Testemunhos de clientes: São um dos melhores instrumentos de confiança e de testemunho real que um cliente pode dar. Muito eficazes em landing pages e campanhas de vendas, o vídeo consegue transmitir uma confiança muito maior do que apenas uma citação.
  4. Vídeos educativos: Vídeos pensados para ensinar ou explicar conceitos relacionados com a indústria, serviço ou produto. Posicionam a marca como uma autoridade no assunto e podem eventualmente ajudar na primeira fase do funil de vendas. Segundo a HubSpot, cerca de 70% dos consumidores preferem aprender sobre um produto ou serviço através de vídeo, por isso, uma seguradora pode criar um vídeo explicativo sobre “O que cobre um seguro multirriscos?” e estabelecer imediatamente uma relação de confiança.
  5. Conteúdo para redes sociais: Vídeos curtos, diretos e (quiçá) mais criativos. São particularmente bons para captar a atenção de forma rápida e gerar partilhas. É extremamente importante que a mensagem seja visualmente forte ou que a mensagem seja simples e objetiva. Num mundo perfeito, devem ter ambos.
  6. Lives e webinars: Permitem uma interação com o público em tempo real e são uma forma de reforçar a proximidade e a autenticidade. Tendo crescido bastante nos anos pós pandemia, as emissões em lives e webinars são particularmente eficazes em B2B para geração de leads qualificadas.

 

Estratégia e boas práticas no vídeo marketing

Definir objetivos claros

Antes de carregar no botão “gravar”, é fundamental saber o que queremos obter e qual a finalidade. Pretende-se aumentar notoriedade da marca, gerar leads ou obter conversões? Para cada objetivo existe um formato de vídeo ideal:

  • Vídeos curtos e criativos >> awareness
  • Demonstrações ou tutoriais >> consideração
  • Testemunhos ou casos de sucesso >> conversão

Um estudo da HubSpot (2023) mostra que 83% dos profissionais de marketing acreditam que o vídeo gera leads de forma mais eficaz, porém isto só acontece quando o mesmo foi criado com uma meta clara.

Conhecer o público-alvo

Não basta produzir um bom vídeo, é (também) preciso utilizar a linguagem certa. Se o público é jovem, formatos rápidos como o TikTok ou Instagram Reels tendem a resultar melhor; em B2B, webinars ou vídeos no LinkedIn tipicamente são mais eficazes. A conclusão é fácil: quanto mais o conteúdo se ajustar às perguntas e interesses do público, mais impacto terá.

Escolher os canais certos

O YouTube continua a ser a plataforma preferencial em termos de pesquisa e consumo de vídeo, mas não é a única. O LinkedIn tem ganho bastante peso no B2B, e o Instagram e TikTok no B2C. A escolha dos canais deve ser estratégica e não deve ser feita apenas “porque sim” ou porque “os meus concorrentes também estão lá”. O importante é estar presente onde o público-alvo se encontra e fazer um esforço ativo por ser consistente nas publicações. Um canal fantasma não irá trazer vantagens e pode até causar o efeito contrário.

Produção vs autenticidade

Durante muito tempo, acreditava-se que só os vídeos com grandes produções conseguiam atingir resultados satisfatórios. Hoje, sabe-se que a autenticidade pesa tanto ou mais que a qualidade técnica e execução. Desde que consiga transmitir proximidade e confiança, um vídeo criado com telemóvel pode ser tão eficaz como um spot gravado num estúdio. A chave está na mensagem, não apenas na estética.

Legendas, títulos e thumbnails

O chavão “A diferença está nos detalhes” continua a ser atual. A utilização de títulos claros e apelativos ajudam na pesquisa, os thumbnails – desde que bem trabalhados – aumentam a taxa de cliques, e as legendas são essenciais não só por acessibilidade, mas também porque muitos vídeos são consumidos sem som. Sabia que 80% dos utilizadores são mais propensos a ver um vídeo até ao fim quando este tem legendas? São elementos como estes que reforçam a experiência do utilizador e aumentam a sua visibilidade orgânica.

Tiktok

A rede social TikTok é uma das plataformas mais populares para a divulgação de vídeos

Tendências futuras para o vídeo marketing

Criação e personalização de vídeos com IA

A inteligência artificial já está nas bocas do mundo e deixou de ser apenas uma tendência distante, inclusivé está a transformar a forma como as marcas produzem vídeos. Hoje, é possível criar versões diferentes do mesmo conteúdo adaptadas a segmentos de público específicos, mudando textos, voz-off ou até produtos. Segundo a Deloitte (2023), 62% dos profissionais de marketing planeiam usar IA para personalizar conteúdos nos próximos dois anos. Plataformas como a Synthesia ou a Runway estão a democratizar esta capacidade, permitindo que até pequenas equipas consigam produzir vídeos em escala.

Conteúdo interativo e shoppable videos

O vídeo é muito mais que um formato para ser assistido de forma passiva. Cada vez mais marcas estão a apostar em vídeos onde o utilizador pode criar uma interação, clicando em hotspots ou comprando diretamente a partir do vídeo. No e-commerce, os chamados shoppable videos estão a crescer: basta tocar num produto para ser direcionado para a página de compra. Devido a encurtarem o percurso entre a atenção para o produto e a decisão de compra, segundo a Shopify, estes formatos podem aumentar as taxas de conversão em até 30%.

Realidade aumentada e experiências imersivas

Com o crescimento dos dispositivos de realidade aumentada (Apple Vision Pro ou Meta AI glasses) o vídeo marketing está a entrar em território por explorar. Em vez de ver um anúncio num ecrã, o utilizador pode literalmente “entrar” no mundo da marca. No retalho e no turismo já temos exemplos práticos: desde experimentar virtualmente um sofá na sua sala de estar até explorar um destino de férias antes de decidir comprar a viagem. A PwC estima que o mercado de AR/VR ultrapasse os 1,5 biliões de dólares até 2030, impulsionado sobretudo por experiências imersivas em marketing. Para as marcas, isto significa não só criar vídeos, mas também universos onde o público interage.

 

Resumindo…

O vídeo já provou ser muito mais do que uma tendência passageira. Diversos estudos confirmam o seu impacto e vários relatório realizados por empresas de referência, apontam o vídeo como o formato que mais contribui para gerar leads e aumentar o tempo médio de permanência no website. Como refere a Cisco, até 2027 o vídeo representará mais de 80% de todo o tráfego online!

Em suma, o vídeo é um canal que junta o melhor de vários mundos: atenção, retenção, confiança e resultados.

Começar devagar, mas começar já

Nem todas as marcas precisam de grandes produções logo à partida. Um simples tutorial gravado com um telemóvel, um testemunho autêntico de um cliente ou um vídeo curto para as redes sociais podem ser o suficiente para dar os primeiros passos. O essencial é ser consistente e aprender com os resultados obtidos. À medida que se ganha experiência, pode-se investir em formatos mais elaborados e, em última análise, geral mais retorno no investimento. O mais importante é não adiar. O ponto de partida deve ser hoje, não amanhã.

Seja qual for a direção que opte para a sua estratégia, não deixe de contar com a TEAM LEWIS para o ajudar.