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LEWIS

Por

Rachel Rayner

Publicado em

July 6, 2016

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Memorabilidade

Vivemos num mundo cada vez mais visual. Todos os dias, somos literalmente bombardeados com milhares de imagens. Por isso mesmo, porque é que a memorabilidade das imagens importa?

Com ciclos de venda tão longos a atingir 12 meses, isso faz com que as suas imagens memoráveis possam vir a ter impacto no fim da linha. Se uma pessoa se esquece do seu website, mas lembra-se do website do concorrente, acabou de perder um potencial cliente.

Quando se fala na medição da memorização de uma imagem, na realidade estamos a falar de medição de pessoas. Podemos dizer que uma imagem é 20% mais memorável, mas no fundo queremos dizer que uma pessoa é capaz de se recordar da imagem por mais 20% do seu tempo.

Agora sabemos o porquê de precisarmos usar as imagens mais memoráveis possíveis, como podemos identificar quais as imagens mais memoráveis?

Nós podemos tentar adivinhar, mas os computadores conseguem dar a resposta.

“Os computadores são muito bons em prever aquilo que as pessoas se lembram, mas as pessoas são muito más para se lembrar,” refere Aditya Khosla, do MIT. “Quando pedimos às pessoas, nas plataformas de crowdsourcing, nas quais as imagens são memoráveis e em seguida, quando os testamos, as suas respostas são muito imprecisas. As respostas que elas dão são como números aleatórios. Para fiabilidade, precisamos de usar máquinas.”

Aditya e a sua equipa Massachusetts Institute of Technology, Akhil Raju, Antonio Torralba e Aude Oliva, fizeram exatamente isso. A sua ferramenta LaMem (Large-scale Image Memorability), pode prever melhor-que-os-humanos, precisam de quais imagens serão lembradas e quais serão esquecidas.

A ciência da LaMem 

LaMem foi treinada usando um processo chamado ‘máquina de aprender’. Por maior que seja a sua expectativa, este é um processo de treinar a máquina para reconhecer conceitos e similaridades. Aditya dá um exemplo de ensinar a LaMem sobre uma caneca de café.

Se eu lhe ensinasse todo o conceito de uma caneca de café, gostava de lhe mostrar todo o tipo de canecas. Todas são diferentes – podem ser de diferentes cores ou diferentes tamanhos, mas o que faz uma caneca distinta é que ela pode ser um vaso que poderá conter água ou qualquer outro líquido. Este conceito pode ser explicado e é distinguível, e essas qualidades importantes são aquilo que a máquina vai aprender.

A LaMem treina imagens que são provenientes das fotografias mais populares no Flickr, o site de partilha de imagens, para um exemplo real daquilo que os humanos pensam que é uma boa imagem. Isto foi apoiado com dados de pessoas reais para criar um programa que possa avaliar com precisão quais as imagens que vão ser recolhidas.

Aditya foi inspirada pelo interesse do seu mentor, no tema e na visão de um mundo melhor: “Eu estou interessado em manter todas as pessoas mais inteligentes, ao mudar a forma como os conteúdos são abordados”.

Imagine reduzir o tempo que leva a aprender um idioma; tirar o pânico que o ritual de memorização requer dos estudantes, assegurar às pessoas num papel de alta pressão, relembrando como fazer o seu trabalho. É claro que ao criar memórias da melhor maneira possível, pode melhorar a forma como vivemos as nossas vidas.

Mas como é que isto se aplica à comunicação?

Como parte das visitas no tópico das comunicações visuais, a LEWIS analisa imagens das melhores empresas globais pelas receitas em 2015, como indicado na FTSE, NYSE, NASDAQ, TSE e SEE.

Veja os nossos resultados aqui.

Assim como examinar o quão memorável cada imagem é, nós também examinamos a representação dos homens e das mulheres nas imagens, e o efeito que o texto sobreposto tem na memorabilidade. Este último caso é muito comum nos websites – veja a nossa homepage como exemplo – e como descobrimos, nem sempre funciona.

Nós analisámos websites de todo o mundo. Enquanto esperávamos descobrir novos conceitos culturais, Aditya afirmou que este não era o caso:

“A memorabilidade é universal. Todos nós temos diferentes experiências e vimos de diferentes contextos, mas aquilo que temos tendência a relembrar são semelhantes. Há algo nos nossos cérebros, inerentemente estranho, que faz com que algumas imagens sejam mais memoráveis que outras.”

Veja a infografia e veja o resto da série de comunicação visual. 

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