Deadlines apertados, uma campanha de marketing que “tem de sair ontem” ou a pressão de pensar num design inovador, tudo se torna rapidamente num momento de stress criativo.
Em momentos como este, o brainstorming (sozinho ou em grupo) pode ser uma ferramenta essencial no processo criativo e aquilo que vai ajudar a desbloquear ideias para resolver o problema em mãos.
Estas são cinco técnicas que utilizamos no nosso dia a dia e que vão certamente ajudar a potenciar a criatividade e o debate de ideias na sua equipa.
1. Dê voz a todas as ideias
Quando discute ideias em equipa, é importante assegurar que todos os presentes têm uma voz no processo e têm espaço para participar. De outra forma, um ou dois indivíduos podem dominar a sessão e levar o grupo a fixar-se na primeira ideia criada – que nem sempre será a melhor opção.
Uma boa forma de começar é pedir a cada participante que escreva as suas primeiras ideias antes de as partilhar com o resto do grupo. Depois de o fazerem, cada pessoa terá o espaço e tempo para apresentar as suas sugestões de forma organizada, garantindo que todos são ouvido.
Outra técnica é colocar as ideias numa parede ou num quadro, sem identificação de quem as escreveu, e pedir ao grupo que vote nas nas melhores ou mais fortes. Isso irá ajudar a criar uma verdadeira meritocracia de ideias, reduzindo a pressão para escolher a ideia mais popular ou, frequentemente, a ideia apresentada pela pessoa mais sénior da sala.
Assim que as ideias forem propostas, o debate pode começar com uma base mais equilibrada.
Uma consideração importante para sessões de brainstorming em grupo é o momento do dia em que acontecem. Algumas pessoas são mais criativas no início da manhã; outras precisam de mais tempo para “aquecer” e têm melhores ideias de tarde ou à noite. Uma coisa é certa: debater ideias logo à segunda-feira de manhã raramente resulta em produtividade.
2. Procure a inspiração antes de começar
São poucas as pessoas que conseguem criar ideias a partir do nada. Por isso, reunir referências visuais, exemplos, arte ou imagens pode ajudar a acelerar o processo criativo.
Revistas, livros de arte, ilustrações, fotografia, moodboards e tudo o mais que possa auxiliar, pode estar colocado na mesa ou partilhado com a equipa para ajudar a estimular novos caminhos criativos.
Outra boa fonte de inspiração são os dados. Rever tudo o que foi feito anteriormente, analisar os resultados disponíveis, observar o comportamento do público ou perceber o que a concorrência está a fazer pode revelar oportunidades ou padrões interessantes.
Quanto maior for a transparência sobre o contexto, seja através de estudos de mercado, feedback de consumidores ou grupos de foco, mais fácil será criar novas ideias objetivas e alinhadas com o desafio.
3. Use o jogo para desbloquear a criatividade
Existe uma correlação direta entre criatividade e o jogo. Basta observar um grupo de crianças a brincar e podemos perceber como a imaginação surge naturalmente.
Para tentar replicar este comportamento, uma sessão de brainstorming pode incluir materiais como plasticina, lápis de cor, marcadores, post-its, cartões ou folhas de desenho. Estar em contacto com objetos e brinquedos traz de volta a criança interior.
Os jogos de palavras também podem ser úteis. Escolha palavras aleatórias que capturem a essência do seu objetivo, ou palavras descritivas que incorporem a solução que está a tentar alcançar. Depois experimente também palavras exatamente o oposto. Muitas vezes, é nesse contraste que surgem as melhores ideias.
A linguagem pode ser também a porta de entrada para a criatividade. Utilize questões e desafie o “status quo”. Jogue com cenários de “e se?”:
E se o público for outro?
E se o orçamento fosse reduzido em 50%?
E se tivermos apenas uma semana?
E se esta campanha for apenas para as redes sociais?
Se a equipa ficar bloqueada, volte ao básico: quem, o quê, quando, onde e porquê. Estas questões ajudam a criar novas ligações e a identificar ângulos que talvez ainda não tenham sido explorados.
Numa primeira fase, não tenha medo de ir demasiado longe com uma grande ideia. Mesmo que a ideia pareça demasiado louca ou dispendiosa para o mundo real, a premissa pode ser aproveitada para encontrar uma solução tangível e mais realista.
E, se as ideias deixarem de surgir, faça uma pausa. Ao deixar o tema assentar e voltar a ele horas (ou dias) mais tarde, irá permitir que o cérebro descanse e quiçá a ideia se desenvolva no subconsciente.
4. Escolha as ferramentas certas
Nem todas as pessoas pensam da mesma forma. Há quem precise de escrever, outros de desenhar e há quem se organize melhor em frente a um ecrã.
Tendo em conta as diferentes realidades, vale a pena escolher as ferramentas certas que se adaptem ao tipo de sessão e aos vários elementos da equipa.
Numa reunião presencial, pode fazer sentido utilizar uma parede, um quadro branco, post-its ou cartões. Numa reunião virtual, ferramentas como o Mural, o MindNode ou o Pinterest podem ajudar a organizar as ideias e criar mapas visuais.
O mais importante é que as ferramentas não compliquem o processo. Elas existem para ajudar a desenvolver as ideias e não para criar um peso adicional.
5. Experimente novas formas de gerar ideias
Se as sugestões acima não estiverem a resultar, existem outras abordagens que podem ajudar a desbloquear a criatividade.
Uma delas é o brainstorming virtual, também conhecido como brain-netting. Ferramentas como o Stormboard permitem trocar ideias online, colaborar em tempo real e a organizar os contributos de cada pessoa, mesma como quando a equipa não se encontra no mesmo espaço físico. Este método é frequentemente utilizado por equipas remotas ou internacionais.
Outra técnica interessante é o rolestorming. Este método permite que cada participante assuma o papel de outra pessoa enquanto gera e debate ideias. Pode ser um cliente, alguém da concorrência, uma celebridade, um ator famoso ou uma personagem fictícia.
Esta abordagem ajuda a reduzir inibições, pois os participantes deixar de falar em nome próprio. Ao assumir outra perspetiva, vão sentir-se mais livres para sugerir ideias que talvez nunca o fizessem de outra forma, muito mais “fora da caixa”, diferentes e ousadas.
Para aplicar esta técnica, atribua uma personagem a cada elemento do grupo ou peça ao grupo para assumir a mesma personagem em conjunto. Depois, incentive-os a pensar como essa pessoa veria o mundo: quais seriam as suas preocupações, prioridades, receios, motivações, pontos fortes e fracos?
Frases como “a minha personagem gosta de…” ou “esta pessoa provavelmente valoriza…” ajuda a criar distanciamento e a facilitar a participação.
No fundo, não importa qual for a técnica escolhida, o importante é criar um espaço e um ambiente onde as pessoas se sintam à vontade para partilhar, explorar e testar as suas ideias sem terem medo de errar.
Bom brainstorming!

O Rui é SEO Director (EMEA) na TEAM LEWIS e ajuda as marcas a reforçar a sua visibilidade orgânica, a melhorar o seu posicionamento e a gerar tráfego qualificado através de estratégias orientadas por dados.